O Mundo das Sombras is incorporated in this blog

In order to organize all the materials of my research I decided today to incorporate in this blog posts previously published in another blog I created in the year 2005, which covers the same topic, but written in Portuguese, named O Mundo das Sombras. See it here. From now on the posts will be written in both languages.

05 March 2011

SOE in Portugal: a gloomy story

Last year in Warsaw in a lecture for which I was invited by Professor Jan Ciechanowski, I said: «since Mackenzie, SOE activity in Portugal is usually out of official accounts, because it was a failure[1]. For some, SOE failure in Portugal is usually described as a result of local police infiltration. That is part of the truth. The real cause must be searched also on the ambiguous nature of the double game played by "Jack" Beevor, establishing its networks here with the left-wingers that were opponents to Salazar’s regime but not preventing from close contacts with the Legião Portuguesa, an armed militia, organized by the extreme right to fight communism. Internal disputes between Legião and PVDE, the State Police, the amateurish nature of Beevor’s work, and conflict with the Foreign Office's mentality created the explosive mixture. The British were saved by Salazar from the scandal of being traitor’s vis-à-vis our oldest diplomatic Alliance, the Portuguese involved suffered deportation to Tarrafal, a concentration camp and prison in Cape Vert. A gloomy story, and a case study».
I have now written a book with a more detailed account of this event.


[1] Neville Wylie is an exception to this. His ‘An Amateur Learns his Job’? Special Operations Executive in Portugal, 1940.1942, published on the Journal of Contemporary History [volume 36 (3), 441-457, 2001] is a landmark on the studies on this topic. He published another remarkable study about SOE and the neutrals in Special Operations Executive, a new instrument of war (edited by Mark Seaman), Routledge, 2006, pages 157 ff.

O SOE em Portugal: duplicidade e traição

«Nesse dia frio de um novo ano que despontava chegava a Lisboa um inglês, jovem ainda, de aparência discreta, viajando com cobertura diplomática. Vinha de Londres. Tinha deixado atrás de si uma cidade preparada para a guerra. Sacos de areia por todo o lado protegem pessoas e edifícios. Balões de barragem tentam travar nos céus os progressos da aviação alemã. John Grosvenor Beevor, advogado da prestigiada firma de advogados Slaughter & May, conhecida como «O Círculo Mágico», ainda hoje uma das líderes nos meios forenses da Grã-Bretanha, havia sido recrutado para um organismo de quem nem o nome podia ser então revelado: o SOE». Assim abre um pequeno livro que escrevi sobre o que passou para a história como "a rede Shell".
Uma falha na formatação do texto eliminou o trecho onde referia quantos me antecederam na investigação que tenho desenvolvido sobre este tema: António Telmo, a quem devo gentileza de ter apresentado dois livros meus, Júlia Leitão de Barros que há vários anos abordou com solidez e rigor este tema depois descontinuado, Irene Pimentel, a quem se devem obras sucessivas, de cunho académico, em que o assunto da guerra secreta é recorrente, Rui Araújo, apesar deste me ignorar deliberadamente nas suas referências., gostaria eu de saber porquê. 
Apesar de ser um livro para o grande público estas menções eram devidas e tantas outras. Uma história é sempre a daqueles que a encontraram e de quantos a viveram.